
Mundo em gel
O branco das mãos é impreciso
como impreciso é o olhar
para o interior do invólucro
As mãos não estao limpas
lavem as mãos!Lavem a alma!
e não se esqueçam do encéfalo
A alma há muito perdeu-se
envernizaram a alma
na cor cinza - chumbo
Alguns escondem- se
por detrás de mascaras
de algodão macio
Eu os adivinho
eu os desvendo:
em todos a nódoa
Em cada face
a flor geométrica
a ser desfolhada
Há medo por trás da vidraça
e o incerto caminha nas ruas:
sangue em gel pelas calçadas
Marcia Tigani